Esta página descreve, de forma detalhada, como são estabelecidos e calculados os limites críticos no controle de pragas para insetos alados e roedores, garantindo a segurança e eficácia das ações de manejo em sua empresa.
O limite crítico de toda a área da empresa é definido por 30% da quantidade máxima de insetos que podem ser capturados por refil de armadilha
(dimensão 450×220 mm), multiplicado pelo número total de armadilhas luminosas instaladas.
Ou seja, se o somatório dos insetos capturados por todos os refis atingir 1800, esse valor atinge o limite crítico de 30%.
Quando o número de insetos capturados se aproximar ou ultrapassar 30% do total máximo possível (Limite crítico), podem ser tomadas medidas de correção, como aplicações pontuais, aumento na concentração ou quantidade dos defensivos, substituição dos refis em intervalos mais curtos, verificação da posição e estado das armadilhas luminosas, bem como inspeção detalhada das vias de acesso e identificação de possíveis falhas no controle físico.
Importante ressaltar que o aumento de capturas não significa, necessariamente, uma infestação ativa na região da empresa. As armadilhas luminosas funcionam como barreiras mecânicas que, aliadas às barreiras físicas (vedações, portas, janelas) e químicas (defensivos aplicados), compõem o controle de pragas. O Manejo Integrado vem justamente para fazer a manutenção mantendo a rotina de inspeções e intervenções sazonais, garantindo que o ambiente tenha o mínimo de ocorrências possível de pragas vivas.
Se não há pragas vivas nas áreas internas, as barreiras mecânicas e físicas estão cumprindo seu papel. Entretanto, caso sejam observadas capturas muito acima do normal ou indícios de presença ativa de pragas, devem-se investigar eventuais brechas estruturais, fontes de alimento ou água que possam atrair os insetos.
Além do limite geral de 30% do total máximo capturado, estabelece-se também um limite crítico por classe de inseto equivalente a 20% desses 30%. As principais classes monitoradas são:
Se, por exemplo, o limite geral de 30% for de 1800 insetos capturados e uma classe específica atingir sozinha 20% desses 1800 (ou seja, 360 insetos), medidas preventivas ou corretivas podem ser tomadas de forma mais direcionada.
É importante considerar que cada classe possui particularidades biológicas e sazonais, como épocas de reprodução ou períodos de revoada (caso dos cupins, por exemplo), que podem aumentar naturalmente a incidência desses insetos em determinados meses do ano.
Assim, um número elevado de insetos de uma mesma classe em um determinado período nem sempre indica um foco de infestação no local. Fatores como clima, disponibilidade de alimento, fontes de luz e vias de acesso (portas abertas, frestas) podem explicar a presença desses insetos. Nesse cenário, a equipe da SANE avalia se há a necessidade de reforçar as barreiras químicas, ajustar o posicionamento das armadilhas ou intensificar com inspeções ou aplicações de defensivos pontuais apropriados para cada tipo de praga.
O limite crítico para consumo de iscas em áreas externas é definido como:
Ao atingir esse nível de consumo, devem ser realizadas ações corretivas, como reforço no controle químico, investigação e fechamento de pontos de acesso, reposição de iscas, ou até revisão de procedimentos de armazenamento de materiais e resíduos.
Nas estações de captura que utilizam placas cola, qualquer quantidade de captura (ou seja, 1 captura) já é considerada o limite crítico. Nesse caso:
Obstruído = Equipamento inacessível (pallet na frente, maquinário parado próximo, manutenção no local etc.) – Inspeção daquele ponto não realizada;
Avariado = Equipamento quebrado – Troca imediata do equipamento;
Extraviado = Equipamento sumiu do local – Reposição imediata do equipamento.
Observação: Em caso de dúvidas sobre qualquer um destes critérios ou sobre como aplicar as medidas corretivas, entre em contato com nosso departamento de qualidade ou com o técnico responsável pelo manejo integrado de pragas em sua empresa.
Sanear Controle de Pragas Ltda.
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